Dicas de Ouro Para Adquirir Um Imóvel Sem Dor de Cabeça #4: Espécies de Amortização do Financiamento

Atualizado: 5 de Abr de 2019


A aquisição de moradia própria é o sonho de consumo de milhões de brasileiros. Infelizmente, nem todos possuem os recursos necessários para comprar o seu primeiro imóvel à vista. Pensando nisso, diversas instituições financeiras, construtoras e até corretoras oferecem meios quase milagrosos para a conquista do tão sonhado bem. Entretanto, é preciso tomar muito cuidado na hora de fechar negócio, pois o sonho pode facilmente se tornar um verdadeiro pesadelo, que lhe assombrará por longos anos a fio.


Dessa forma, preparamos uma série mensal com dicas de ouro para adquirir o seu tão sonhado imóvel da melhor forma possível e, consequentemente, a menos onerosa, chegando ao quarto episódio.


Nessa publicação, falaremos sobre os dois principais sistemas de amortização, então, fique atento à Dica #4: Espécies de Amortização do Financiamento.


Caso você tenha perdido a Dica #3: Modalidades de Financiamento, clique aqui e confira.


Como já dito anteriormente, a compra de um imóvel à vista é, sem dúvida, a melhor forma de se adquirir o bem, pois, além de se evitar as elevadas taxas de juros, correção monetárias e demais encargos, pode-se conseguir um excelente desconto junto ao vendedor.


Para quem não possui todo o capital para a aquisição, provavelmente aderirá ao financiamento imobiliário.


Para calcular o valor da parcela de um financiamento imobiliário, existem diversos modelos matemáticos, os quais utilizam se utilizam do valor principal, que é a devolução progressiva do montante tomado emprestado, e os juros.


As instituições financeiras oferecem pelo menos 2 (dois) sistemas de amortização, quais sejam, a Tabela Price e o Sistema SAC, que devem analisados com cuidado por quem deseja adquirir um imóvel, pois suas peculiaridades tornam um empréstimo mais oneroso ou suave.


A Tabela Price, criada no século XVIII pelo matemático inglês Richard Price, é conhecida como sistema de amortização aonde as parcelas são fixas, ou seja, com a soma do principal e dos juros, chega-se sempre ao mesmo valor que será pago mensalmente, o que pode trazer certa segurança para o tomador do empréstimo, diante da sua previsibilidade.


Entretanto, embora o valor da parcela seja a mesma em todos os meses, não significa dizer que o montante pago a título de amortização e juros também será igual.


Isso porque, nas primeiras parcelas, o valor abatido da amortização é ínfimo (aproximadamente 5%), enquanto que a quantia despendida para o pagamento dos juros é maior (aproximadamente 95%). No decorrer das prestações, a métrica vai se invertendo, num verdadeiro efeito gangorra, até que, nas últimas parcelas, a amortização será maior, em comparação aos juros.


Na prática, apesar de o valor da parcela ser o mesmo durante todo o período da contratualidade, as primeiras prestações servirão basicamente para abater os juros do financiamento, sendo que o saldo devedor permanecerá quase inalterado.


Ou seja, o tomador do empréstimo ganha pela previsibilidade das parcelas, mas perde pelo lento abatimento do saldo devedor.


Por outro lado, no Sistema de Amortização Constante, ou apenas Sistema SAC, a lógica é um pouco diferente. Aqui, o valor das parcelas é decrescente, ou seja, você começará pagando quantia superior, em comparação à Tabela Price (aproximadamente 30% a mais), mas terminará adimplindo uma quantia bem menor.


Além disso, o montante amortizado em cada parcela permanece o mesmo, sendo que os juros irão decrescendo até o final.


Na prática, a primeira parcela corresponderá a aproximadamente 25% de amortização e 75% de juros e, a última prestação, 99,17% de amortização e 0,83% de juros.


Dito de outra forma, pelo Sistema SAC, o tomador perde pelo alto valor das parcelas, que pode se mostrar bastante expressivo, se compararmos com a prestação obtida pela Tabela Price, mas, por outro lado, ganhará pela celeridade do abatimento do saldo devedor.


Assim, como os juros sempre incidem sobre o saldo devedor, pelo o Sistema SAC, o qual amortiza o valor principal mais rapidamente, o pagamento desses encargos será bem menor.


Portanto, caso você tenha condições de arcar com uma parcela maior no início do financiamento, a escolha pelo Sistema SAC é a melhor opção, pois o valor das prestações é decrescente e o saldo devedor será amortizado mais rapidamente, com a consequente redução de juros.


Entretanto, na hipótese de o orçamento estar apertado, e você procure estabilidade no financiamento, a adoção da Tabela Price é a melhor opção, embora resulte na amortização mais lenta e o pagamento de juros maiores.


Caso você já tenha contraído um financiamento e aderido à espécie de amortização menos vantajosa para a sua realidade, não hesite em consultar um profissional especializado na área, afinal, não são todos os dias que se adquire um imóvel.


No artigo do próximo mês, debateremos a respeito da documentação necessária para viabilizar a aquisição do seu imóvel, tudo para que você faça o melhor negócio possível!


Por Felipe Dias dos Santos

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